sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Estou comovido

Os títulos dos nossos diários de referência de hoje sobre os professores são comoventes:

"Líderes sindicais não têm avaliação nem progridem", diz o Diário de Notícias

"Maioria dos docentes acredita que avaliação vai prejudicar aulas e relação com os colegas", diz o Público.

Pergunto candidamente: mas seria aceitável o contrário??? A questão devia ser como é que Mário Nogueira chegou onde chegou na carrreira sem ensinar há duas décadas. Alguém se espanta que este sindicalista aceite que aulas observadas façam parte de um modelo de avaliação?

Um processo de avaliação cria "mau ambiente" nas escolas? Bom, talvez. Mas acho estranho que agora, só agora, os professores estejam preocupados com o "ambiente" nas escolas. No passado, antes de estarem "unidos", como agora dizem, ninguém se preocupava com a qualidade do clima humano no seu interior. E, garanto-vos pelos vários sítios por onde passei - e pelas pessoas que conheço pelo país fora - que esse clima não era famoso. Só quando chega a avaliação é que os meus colegas se preocupam com isso?

E já agora, se a avaliação cria mau ambiente, que tal acabarmos com a avaliação aos alunos? Assim, uma escola sem professores e alunos avaliados seria uma "escola feliz", como diz o poeta de serviço.

1 comentário:

setora disse...

Pois é, mas tudo o que tornava mau o ambiente nas escolas agudizou-se agora.
E os objetivos de uma reforma deviam ser melhorar o trabalho com os alunos e não piorá-lo. Os objetivos desta ficaram-se pela redução de custos e ignoraram tudo o mais. Daí o atropelo de tudo e de quase todos.